Rúben Rodrigues cada vez mais tranquilo

Rúben Rodrigues (Toyota GR Yaris Rally2) concluiu, na noite desta sexta-feira, a primeira etapa do Rali da Água Transibérico Eurocidades Chaves-Verín no comando, dispondo de 5.3s para Rafael Rego (Toyota GR Yaris Rally2). As quatro classificativas iniciais da quinta prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) foram pródigas em incidências, às quais o líder do campeonato passou incólume, podendo reforçar este sábado a sua candidatura ao título.

A primeira desistência ocorreu ainda antes da partida oficial do rali e foi protagonizada pela dupla Hugo Lopes/Magda Oliveira (Hyundai i20 N Rally2), do Team Hyundai Portugal, que saiu de estrada numa zona rápida do shakedown, detendo-se no muro que ladeava a estrada. Apesar da violência do acidente, piloto e navegadora saíram ilesos. Em dia aziago, a equipa do construtor sul-coreano ficou privada, pouco tempo depois, do segundo Hyundai i20 N Rally2, quando Gonçalo Henriques – autor do sétimo tempo na primeira classificativa – também não conseguiu evitar um despiste no segundo troço.

Lá na frente, Armindo Araújo e Rúben Rodrigues revezaram-se na obtenção dos melhores tempos, com o primeiro a não largar a liderança do rali, até sofrer um percalço no terceiro troço, ao despistar-se quase no final e ficar com o Skoda Fabia RS Rally2, sem qualquer dano, “preso” na valeta. Nessa mesma especial, José Pedro Fontes (Lancia Ypsilon Rally2), até então quinto da tabela classificativa, a 8.4s de Armindo, era vítima de um furo e cedia 1m20s, caindo para décimo. De uma assentada, os três Toyota GR Yaris Rally2 passavam a monopolizar as primeiras posições e o jovem Rafael Rego ascendia ao segundo lugar, por troca com o seu colega Pedro Almeida. Contudo, na super-especial noturna que encerrou a jornada, aquele último deixou o carro escorregar demasiado na aproximação a uma rotunda e acabava por deslizar até ficar atolado em cima da mesma, perdendo com isso 2m12s. Hipotecou as hipóteses de conseguir um bom resultado e manter-se próximo de Rúben Rodrigues na tabela classificativa do CPR. Quem lucrou foi Ricardo Teodósio (Citroen C3 Rally2), agora no terceiro lugar e com uma vantagem interessante face a João Barros (Skoda Fabia RS Rally2).

João Rodrigues (Peugeot 208 Rally4), que chegou a Chaves folgado na liderança do CPR 2RM (duas rodas motrizes) esteve igual a si próprio, ao destacar-se da concorrência. E o furo sofrido por Pedro Câmara (Peugeot 208 Rally4) no pneu traseiro esquerdo logo no início do segundo troço, perdendo mais de um minuto, deixou o primeiro classificado ainda mais à-vontade, depois de ter empatado com o jovem açoriano na abertura das “hostilidades”. A partir de então, Hélder Miranda (Peugeot 208 Rally4) passou a ser o mais direto opositor de Rodrigues, ainda que a mais de uma dezena de segundos, enquanto Pedro Silva (Lancia Ypsilon Rally4) conquistou a terceira posição a Anton Korzun (Peugeot 208 Rally4) na super-especial noturna.

No FPAK Júnior Team, Francisco Fontes (Lancia Ypsilon Rally6) e Guilherme Nunes (Peugeot 208 Rally6) mantiveram desde início um animado duelo até o primeiro sofrer um furo e cair para a última posição, a mais de 8 minutos do primeiro lugar. Mário Matias (Peugeot 208 Rally4), outro dos candidatos, tem Leandro Costa (Peugeot 208 Rally6) por perto e já destacado de Ricardo Soares (Peugeot 208 Rally6), enquanto José Coelho Lima (Lancia Ypsilon Rally6) desistiu, devido a problemas mecânicos, regressando depois em “super-rally”.

Este sábado, a última etapa terá seis classificativas (61,41 km) e com… muito ainda por decidir, atendendo às curtas diferenças de tempos entre os primeiros classificados, numa jornada que se antevê “dura”, devido à previsão de temperaturas elevadas.