Dani Sordo estreia-se no ralicross na Final Mundial do RallyX em Montalegre
O plantel de pilotos para a RallyX Global Final, a disputar em Portugal, de 23 a 25 de outubro, continua a ganhar dimensão e prestígio. Dani Sordo estará à partida em Montalegre, ao volante do carro de ralicross mais potente do mundo, o FC1 Hypercar, com 1.100 cv de potência e tração integral.
Figura de relevo do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) há mais de duas décadas, Sordo estreia-se oficialmente no ralicross, tendo pela frente um desafio radicalmente diferente daquilo a que está habituado no WRC.
Ao enfrentar os maiores especialistas europeus e norte-americanos da modalidade, aos comandos de uma máquina que acelera dos 0-100 km/h em 1,4 segundos, o espanhol terá de adaptar-se rapidamente às largadas com vários carros lado a lado, à luta porta com porta e à importância estratégica da Joker Lap.
Um novo desafio para um dos pilotos mais experientes do mundo dos ralis.
Do WRC ao FC1 Hypercar
Campeão do Mundo de Ralis Júnior em 2005, Dani Sordo passou a maior parte da sua carreira a competir ao mais alto nível no WRC. Vencedor de três provas da categoria principal do Mundial de Ralis, com triunfos na Alemanha, em 2013, e na Sardenha (Itália), em 2019 e 2020, o piloto espanhol integra a Hyundai Motorsport desde a temporada de 2014.
Depois de ter dedicado a temporada de 2025 ao Campeonato de Portugal de Ralis, onde conquistou o título ao serviço da Hyundai Portugal, regressou em 2026 ao Hyundai i20 N Rally1, com um programa parcial no Campeonato do Mundo.
“Estou entusiasmado por experimentar o ralicross pela primeira vez e logo num campeonato tão emocionante como o RallyX", referiu Dani Sordo. "Será um desafio completamente diferente de um rali do WRC, sobretudo com um carro tão potente como o FC1 e com corridas disputadas porta com porta, com grandes pilotos do ralicross internacional.”
Montalegre, território conhecido
Se o formato da competição será novo para Sordo, o cenário português está longe de lhe ser desconhecido. Ao longo dos anos, o piloto espanhol criou uma relação próxima com Portugal - além das numerosas participações na ronda portuguesa do WRC, disputou o campeonato nacional de ralis ao serviço da Hyundai Portugal e, no passado, também já testou um kartcross na pista de Montalegre, situada a escassos quilómetros da fronteira com Espanha.
"Estrear-me no ralicross em Montalegre torna tudo mais especial. É uma pista que conheço bem e que normalmente atrai milhares de adeptos espanhóis e portugueses”, afirmou o consagrado piloto de Torrelavega (Cantábria).
O circuito português recebe a primeira edição da RallyX Global Final, que junta os melhores pilotos dos campeonatos RallyX na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá, em formato de jornada dupla (uma prova no sábado e outra no domingo). Todos os concorrentes partem para o fim de semana com zero pontos, acumulando pontuação ao longo dos dois dias de competição. Mangas de qualificação, meias-finais e finais contribuem para a classificação e vão determinar o campeão da Global Final em oito categorias: FC1 Hypercar, FC2 Supercar, Open 4RM, 4RM AM, 2RM Pro, 2RM FWD, Crosscar e Crosscar Júnior.
A prova de sábado (24 de outubro) terá um aliciante extra, com corridas disputadas à noite, sob luzes artificiais, uma estreia absoluta em quase três décadas de história do Circuito Internacional de Montalegre.
Recorde-se que esta é a segunda aparição do espectacular formato do RallyX em Portugal, depois de Montalegre ter albergado, em março de 2025, a primeira prova de sempre deste campeonato no sul da Europa, com mais de 70 pilotos oriundos de 15 países, tendo atraído mais de 10.000 pessoas ao circuito barrosão.
A organização da RallyX Global Final é liderada pelo ex-piloto Andreas Eriksson, em parceria com o Município de Montalegre e o Clube Automóvel de Vila Real