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013/2023 - Atribuição de Cartão Branco a João Ramos e Michael Braun
A Direção da FPAK em sintonia com o Diretor de Prova da Baja TT Norte de Portugal que decorreu de 5 a 7 de Maio entendeu distinguir com o ‘Cartão Branco’ os seguintes pilotos:
- João Ramos
- Michael Braun
Esta distinção prende-se com a conduta desportiva eticamente correta destes pilotos que no desenrolar da prova abdicaram do seu resultado desportivo em prol de auxílio aos concorrentes acidentados João Ferreira e Luís Caetano. Uma conduta que deve prevalecer em qualquer desporto.
O Cartão Branco é um recurso pedagógico que visa enaltecer condutas eticamente corretas, praticadas pelos intervenientes na atividade desportiva. O Cartão Branco resulta de uma parceria entre o PNED - Plano Nacional de Ética no Desporto (Instituto Português do Desporto e Juventude, IPDJ) e a FPAK.
PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2023 retoma luta titânica no palco do WRC
Os valorosos Leões da copa ibérica irão regressar aos troços nacionais num rali que, em termos competitivos, se concentrará no dia de sábado, numa etapa composta por 7 Especiais, passando, por duas vezes, por Vieira do Minho, Amarante e Felgueiras, juntando-se-lhes a SuperEspecial de Lousada, num total de 144,88 km cronometrados, integradas num percurso completo de 668,12 km.
É total a indefinição quanto ao vencedor desta segunda de três jornadas em solo luso e também a segunda em pisos de terra, depois do que se assistiu no triângulo Amarante, Baião e Marco de Canaveses, prova que teve uma batalha sem tréguas pela vitória entre vários dos competitivos e fiáveis Peugeot 208 Rally4.
Neste segundo encontro da Temporada 6 da copa ibérica estarão muitos dos nomes que, no anterior, discutiram os lugares cimeiros e a vitória. No primeiro rali o sucesso ficou para Pedro Antunes (o regressado “Campeão” de 2020), face ao desalento de Sérgi Perez, que teve de abandonar no derradeiro troço, quando liderava com um confortável avanço. Há, também, que contar com Iago Gabeiras e Ernesto Cunha, os restantes ocupantes do pódio do Terras d’Aboboreira, numa lista de inscritos de âmbito internacional.
Recorde-se que em termos de calendário, os candidatos ao título e ao Grande Prémio da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2023, terão ainda pela frente, não só este Vodafone Rally de Portugal, como o Rallye Ourense (junho), o Rally Vinho Madeira (agosto), o Rallye Blendio Princesa de Asturias - Ciudad de Oviedo (setembro) e o RallyRACC Catalunya - Costa Daurada (outubro).
A PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2023 é uma coorganização da Peugeot Portugal e da Peugeot Espanha, com a logística no terreno a cargo da Sports & You.
TODOS CONTRA PEDRO ANTUNES
São muitos os nomes que pretendem ser os sucessores de Pedro Antunes no ranking de vitórias na PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2023, a começar pelo próprio, que exibiu muita garra no Rali Terras d’Aboboreira, numa dura e imprevisível batalha pelo primeiro lugar, ao longo da centena de quilómetros de troços da prova do Clube Automóvel de Amarante.
O regressado “Campeão” da copa de 2020 voltará a ter, neste Vodafone Rally de Portugal, a oposição dos seus conterrâneos Ernesto Cunha (3º lugar há quinze dias), Ricardo Sousa, José Loureiro, Paulo Roque, Hugo Lopes e Manuel Pereira. Já de terras de Espanha regressam, naturalmente com a desforra em vista, o Junior Sergi Pérez, que liderou a anterior prova até ao penúltimo troço, bem como Iago Gabeiras (2º classificado na Aboboreira), Adria Serratosa e Pablo Blanco, grupo que integra Xavier Agustina, um estreante absoluto na copa ibérica. A lista, de cunho internacional, completa-se com Joosep Nögene e Aleksandr Semenov, oriundos do leste da Europa.
Aos comandos dos competitivos, robustos e fiáveis Peugeot 208 Rally4, todos eles irão entregar-se às suas batalhas particulares, lutando pela vitória e/ou pelos melhores lugares que lhes permitam somar preciosos pontos e os correspondentes 20.000 euros em prémios monetários, 19.000 a dividir pelos ocupantes do top-10 e 1.000 para o vencedor da categoria Júnior (nascido em ou após 1 de janeiro de 1996).
Composta por seis provas, em pisos de terra e asfalto, com três ralis em Portugal e três em Espanha, a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2023 tem reservado um Grande Prémio Final para o “Campeão” da época, galardão que lhe permitirá dar um importante passo em termos de carreira nos ralis, a nível nacional (em Portugal ou em Espanha) ou internacional (no Europeu de Ralis), em qualquer dos casos ao comando de viaturas do grupo Stellantis Motorsport, no que é, afinal, a génese desta copa monomarca com o selo Peugeot Sport.
UMA ÚNICA ETAPA COM OITO TROÇOS E 144,88 KM CRONOMETRADOS*
Organizado pelo ACP Motorsport, o mundialista Vodafone Rally de Portugal adota, este ano, uma estrutura bastante diferente dos últimos anos em termos de PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, já que, para o efeito, o percurso da copa ibérica basear-se-á nos seus primeiro e terceiro dias (11 e 13 de maio), solução que se mostra potencialmente menos demolidora para máquinas e pilotos, do que a de outros anos, num percurso dedicado que totaliza 668,12 km.
Assim, os valorosos Leões e seus Peugeot 208 Rally4 irão integrar a Cerimónia de Partida do primeiro dia do rali (quinta-feira), a realizar em Coimbra, rumando, depois, ao Parque Fechado na Exponor (centro nevrálgico da prova e zona do Parque de Assistência), de onde apenas voltam a sair na manhã do terceiro dia.
Será, assim, apenas às 6h00 da manhã de sábado que terá início a batalha para a vitória no segundo rali da época, numa etapa composta por 7 Especiais, confronto que acontecerá numa dupla ronda pelos troços de Vieira do Minho (26,61 km; às 07h35 e 15h05), Amarante (37,24 km; às 09h05 e 16h35) e Felgueiras (8,91 km; às 10h35 e 18h05), juntando-se-lhes os 3,36 km da SuperEspecial de Lousada (19h05), num total de 144,88 km cronometrados. A dividir as duas rondas haverá um Agrupamento/Zona Técnica (12h06/12h46) e uma visita ao Parque de Assistência (12h46/13h30), espaço que volta a receber os concorrentes após a SuperEspecial (20h15/21h04), finda a qual os concorrentes rumam ao pódio de consagração e, de seguida, ao Parque Fechado.
Note-se que a segunda passagem por Felgueiras servirá de Power Stage para a copa, atribuindo-se os 3-2-1 pontos adicionais aos três mais lestos a cumpri-la, somando-se às pontuações que os concorrentes obtiverem com a sua posição na Classificação Geral Final da copa. O vencedor recolhe 25 pontos, o segundo 20 pontos e o terceiro 17, havendo 14, 12, 10, 8, 6, 4 e 2 pontos até ao 10º lugar, mais 1 ponto a todos os que terminem classificados para lá da 11ª posição (inclusive).
Mercê do pleno alcançado no Terras d’Aboboreira – vitória e do melhor tempo na Power Stage – Pedro Antunes é o líder do ranking de Pilotos da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2023, tal como Vitor Hugo nos Navegadores, ambos somando 28 pontos. Seguem-se Iago Gabeiras / Adrian Varela (22 pontos) e Ernesto Cunha / Rui Raimundo (18 pontos), numa tabela que contempla nove nomes em cada categoria já com pontuações, do total das 17 duplas que alinharam no rali. Entre as Equipas, a liderança pertence à PT Racing (28 pontos), seguida da Racing 4 You (26) e da The Racing Factory (22), num total de sete formações pontuadas.
Para terminar, refira-se que esta 2ª prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2023 segue o mesmo alinhamento competitivo do definido para o Campeonato de Portugal de Ralis de 2 Rodas Motrizes (CPR-2RM), pelo que os 208 Rally4 poderão sagrar-se vencedores desta subcategoria de ralis da FPAK.
* Nota: As horas indicadas referem-se ao primeiro carro na estrada.
Porsche de Pedro Rezende vence as duas corridas da Carrera Los 80
O Autódromo Internacional do Algarve acolheu as duas primeiras corridas da Carrera Los 80, competição direccionada a todos aqueles que querem desfrutar da condução em condições de corrida de viaturas de Turismo e GT dos anos 1980s e 1990s.
No final da tarde de sábado, com temperaturas ideais à prática da modalidade no sempre atractivo circuito de Portimão, o pelotão da Carrera Los 80 perfilou-se na grelha de partida.
Pedro Bastos Rezende, que horas antes tinha vencido a corrida do Iberian Historic Endurance ao volante do seu impressionante De Tomaso Pantera, exibiu a sua destreza com exuberância desde a primeira posição da grelha de partida. Aos comandos do seu Porsche 911 RS, igualmente bem preparado na Garagem Aurora, Pedro Bastos Rezende rumou com um certo à vontade à sua segunda de quatro vitórias que coleccionou este fim de semana no Algarve Welcome Spring.
O experiente piloto ibérico repetiu a proeza no segundo confronto na tarde de domingo, apesar de desta vez ter caído de primeiro até ao quarto no início da corrida de 40 minutos. Após uma boa recuperação, que durou seis voltas, o Porsche 911 RS voltou à liderança da corrida, para não mais a largar ao longo dos 20 minutos de prova.
A luta pela segunda posição em ambas as corridas foi bastante mais animada, com os dois Alfa Romeo GTAm dos pilotos germânicos Christian Oldendorff e Volker Hichert a lutarem entre si na primeira contenda, enquanto que no segundo confronto, Pedro Oliveira e Diamantino Ferreira, no seu imponente BMW 635 CSI, venceram o duelo travado com Alfa Romeo GTAm de Christian Oldendorff pelo segundo posto.
Ainda em fase de adaptação à Volvo 850 Estate, Paulo Amorim e Carlos Martins foram por duas vezes os quintos classificados, ao passo que Rui Garcia, que se viu impossibilitado de realizar a corrida de sábado, se sobressaiu na corrida de domingo ao terminar na quarta posição, com o outro BMW 635 CSI preparado pela Mr Wheeler Motorsport.
Destaque ainda para a presença em pista ao longo do fim de semana do Ford Escort RS de Luís Moutinho, do Ford Escort TC de Manuel Ferrão e do Datsun 1200 de Francisco Pinto Abreu, carros que tiveram como denominador comum, o facto dos seus pilotos estarem a correr para se divertiram e não na busca pela vitória.
A próxima jornada da Carrera Los 80 será no programa do Jarama Classic, no fim de semana de 10 e 11 de Junho, no carismático circuito dos arredores de Madrid.
Luka Tavares repetiu vitória na estreia dos Legends
Este primeiro fim-de-semana da temporada de 2023 das CRM Racing Series, marcou a estreia absoluta no nosso país dos Legends Cars, que correm sob a designação Legends Cars Iberian Series. Para Tiago Raposo Magalhães, o CEO da CRM Motorsport, é altura de fazer o primeiro balanço, três corridas volvidas: “Foi um arranque muito positivo. Tivemos sete carros inscritos e esperamos chegar ao final da temporada com muitos mais carros em pista. Este conceito de corridas mostrou ser muito eficaz. Os Legends são um autêntico kart, só que adaptado à condução de um autódromo. Todos os pilotos ficaram muito entusiasmados, pois a condução do carro proporciona muito prazer”.
Luka Tavares tomou-lhe o gosto e voltou a ser o grande protagonista da terceira corrida dos bonitos Legends ao triunfar de forma categórica. “A corrida de hoje foi muito divertida. Houve lugar a muitas lutas em pista e quando assim é a vitória sabe muito melhor”, dizia à comunicação social o piloto do Porto depois de ter subido ao lugar mais alto do pódio. Primeiro, Sebastião Brion e depois Nuno Quintanilha, foram os pilotos que estiveram envolvidos na discussão da vitória, tendo este último voltado a subir ao lugar intermédio do pódio. Com uma boa prestação, Diogo Tavares encerrou o leque de pilotos que subiram ao pódio, tendo ficado em terceiro, seguido de Sebastião Brion, Bernardo Gonzalez, Ricardo Filipe.
Manuel Fernandes domina Cedd Gt e Tiago Madeira Impõem-se Picanto GT
Como todos sabemos, o desporto automóvel produz a sua pegada carbónica, mas também é verdade, que “não existe nenhum desporto que não tenha a sua pegada. O que nós fomos fazer foi compensar o ambiente contribuindo com créditos para que uma empresa certificada a nível mundial faça uma plantação de árvores e desta forma contribuir para um melhor clima ambiental. Este projecto tem uma maior visibilidade nesta competição, que tem o nome de Carbon Zero Cup, ao qual a Galp também se quiz associar”, explicava Tiago Raposo Magalhães o CEO da CRM Motorsport, acrescentando ainda que “estamos muito contentes com a grelha de partida dos Carbon Zero Cup, pois no inicio do sexto ano tivemos 18 pilotos a correr, mas estamos esperançados que este valor venha a subir nas próximas corridas”.
Manuel Fernandes Jr. foi a grande figura dos KIA Ceed ao longo de todo o fim-de-semana, tendo voltado a impor-se na segunda corrida desta classe: “acabou por ser igualmente uma vitória fácil”, esclareceu o piloto no final depois de uma corrida solitária. André Regueiro subiu ao segundo lugar do pódio, tendo beneficiado do abandono de Pompeu Simões por problemas mecânicos. Manuel Moura Teixeira fechou o pódio com o terceiro posto.
Nos pequenos Picanto GT as coisas foram bastante diferentes. Cedo se apercebeu que a discussão pelo primeiro lugar ia ser entre Tiago Madeira e Rafael Antunes, mas este último quando ascendeu ao primeiro lugar deitou tudo a perder com uma passagem de caixa falhada, “foi pena, pois ia ser uma luta intensa pelo primeiro lugar. Mas são coisas que acontecem…”, acrescentava o piloto da Encarnação, no final. Tiago Madeira acabou por ter uma corrida tranquila na frente, “fui controlando o andamento dos meus adversários que como também estava a lutar por um lugar, tornou tudo mais simples”, referiu Tiago Madeira depois de ter subido ao lugar mais alto do pódio. Mais animada foi a discussão pelo segundo posto entre J.J. Oliveira e Cláudio Pereira com constantes trocas de lugar ao longo da maior parte da corrida, até que as posições se estabilizaram pela ordem acima descrita. Outro dos pontos de grande interesse, da segunda corrida dos Picanto GT foi a discussão pelo quarto lugar. Pedro Ramos, Samuel Teixeira, Pedro Lemos e Gonçalo de Aguiar protagonizaram acesos duelos em pista, tendo acabado pela ordem acima expressa.
Pedro Reis Ferreira e José Rodrigues voltam a impôr-se
Tudo quanto seja ter os Caterham em pista as emoções estão sempre garantidas. A corrida de hoje, a terceira do fim-de-semana, prometia, pois Pedro Reis Ferreira, Gonçalo Nobre da Veiga e Miguel Ferreira tinham discutido arduamente o topo da classificação nas duas jornadas de sábado. Como dita o regulamento, a grelha de partida foi invertida, mas isso não impediu que estes dois pilotos rapidamente se instalassem na dianteira, desta feita com a companhia do mais novo do clã, Zé João Magalhães, mas seria por pouco tempo, “na luta com o Gonçalo Veiga, a roda dele cortou um tubo de água do meu carro e o motor começou a aquecer o que me levou a desistir”, esclareceu Zé João Magalhães no final. Na frente ficou então Pedro Ferreira e Gonçalo Nobre da Veiga, que rapidamente, passam a ultrapassar-se mutuamente, até que em plena reta da meta, Gonçalo Veiga não se apercebe da sinalização de safety car em pista e quando Pedro Reis Fereira levanta o pé, não consegue evitar o toque entre ambos. Pedro Reis Ferreira seguiu sem problemas de maior, enquanto Gonçalo Nobre da Veiga ao ficar com a frente do 340R danificada foi perdendo posições.
“Depois do incidente com o Gonçalo Veiga a corrida acabou por ser tranquila e acabei por vencer”, esclareceu Pedro Reis Ferreira, depois de ter voltado ao subir ao lugar mais alto do pódio, concluindo assim o fim de semana perfeito com 3 vitórias em 3 corridas. O calor da corrida passou então para a discussão do segundo posto, onde Miguel Ferreira acabou por levar a melhor com o ainda inexperiente piloto belga, Kevin Emburg. Numa corrida sem problemas de maior, o quarto posto foi para Salvador Posser de Andrade, seguido de Alexandre Nabuco.
Quanto aos S1600, o estreante José Rodrigues teve a vida facilitada com a ausência de Diogo Lopes,: “Tirei bom proveito da entrada do safety car em pista e acabei por vencer. Não estava à espera deste resultado o que me deixa bastante contente”, acrescentava José Rodrigues. Outro estreante absoluto em pista (não tinha feito as corridas de ontem) e a fazer equipa com Diogo Lopes, esteve Tiago Loureiro que mostrou uma boa adaptação ao Caterham S1600 e foi segundo. O inglês Domic Geary, com o terceiro lugar encerrou o leque de pilotos que subiram ao pódio.
Para Tiago Raposo de Magalhães, CEO da CRM Motorsport, “Foi uma estreia mundial deste modelo 340R da Caterham, e que estreia! Os carros mostraram-se muito competitivos e de extrema fiabilidade, a receita perfeita para abrilhantar um fim de semana repleto de emoções. Os meus parabéns ao Pedro e ao José pelas vitórias nesta corrida 3 e voltaremos no início de Junho no traçado de Jarama em Madrid, dias 10-11 de Junho.”
Rui Ribeiro bisa em Portimão na estreia em 2023!
As mais de três dezenas de inscritos, o Group 1 Portugal e o Troféu Mini a presentaram-se no Algarve Welcome Spring para duas corridas de 40 minutos sob um sol primaveril Autódromo Internacional do Algarve.
Corrida 1
Faltando apenas 5 minutos para as 10 da manhã, quando o pelotão do Group 1 e do Troféu Mini recebeu ordem de partida. Com os “bravos” da armada Escort a liderar o pelotão de mais de 30 bólides e onde Paulo Viera era o ditador da cadência.
Com o apagar das luzes, o cantar dos variados motores ecoou pelo Paddock algarvio e com uma reação ao semáforo notável, Rui Azevedo catapultou o seu Ford Escort RS2000 para a dianteira do pelotão, deixando Paulo Vieira na mira do seu retrovisor. António Maia seguiu Ribeiro e instalou-se no segundo posto deixando o “Poleman” no terceiro posto.
Mais atrás, o VW Golf GTi da família Gaspar mantinha a liderança da categoria H81-1600, com a dupla Cabral Menezes / Mello-Breyner atrás de si. Entre os Production Cup, iniciava-se uma autêntica luta de titãs, Alberto Xavier tinha sido o mais veloz no dia anterior, no entanto a dupla Gordo/ Ferreira estava com ganas de vencer, mas sempre com a ameaça da dupla Félix Ribeiro/Correia. No Troféu Mini, o Mini Cooper #42 de António Gago estava sob ameaça do carro nº7 conduzido por José Paradela e do vencedor de 2021, Nuno Dias. Assistíamos a um começo frenético dos pequenos citadinos britânicos.
As mais de três dezenas de inscritos, o Group 1 Portugal e o Troféu Mini a presentaram-se no Algarve Welcome Spring para duas corridas de 40 minutos sob um sol primaveril Autódromo Internacional do Algarve.
Corrida 1
Faltando apenas 5 minutos para as 10 da manhã, quando o pelotão do Group 1 e do Troféu Mini recebeu ordem de partida. Com os “bravos” da armada Escort a liderar o pelotão de mais de 30 bólides e onde Paulo Viera era o ditador da cadência.
Com o apagar das luzes, o cantar dos variados motores ecoou pelo Paddock algarvio e com uma reação ao semáforo notável, Rui Azevedo catapultou o seu Ford Escort RS2000 para a dianteira do pelotão, deixando Paulo Vieira na mira do seu retrovisor. António Maia seguiu Ribeiro e instalou-se no segundo posto deixando o “Poleman” no terceiro posto.
Mais atrás, o VW Golf GTi da família Gaspar mantinha a liderança da categoria H81-1600, com a dupla Cabral Menezes / Mello-Breyner atrás de si. Entre os Production Cup, iniciava-se uma autêntica luta de titãs, Alberto Xavier tinha sido o mais veloz no dia anterior, no entanto a dupla Gordo/ Ferreira estava com ganas de vencer, mas sempre com a ameaça da dupla Félix Ribeiro/Correia. No Troféu Mini, o Mini Cooper #42 de António Gago estava sob ameaça do carro nº7 conduzido por José Paradela e do vencedor de 2021, Nuno Dias. Assistíamos a um começo frenético dos pequenos citadinos britânicos.
Contudo o Autobianchi A112 Abarth da dupla Marques/ Monteiro não evitou uma saída de pista que ditava o fim prematuro da pequena máquina italiana e com ele, o início de um período de Safety-Car. O frenesim das trocas de posição acalmava e os pilotos começavam a criar novas estratégias para os cerca de 35 minutos de corrida que tinham pela frente.
Quando a direção de corrida ordenou a recolha do carro de segurança após 5 voltas, os agora 34 carros retomaram o ritmo de corrida e um par de voltas a seguir abria-se a janela para a troca de pilotos e a azafama no Pit Lane iniciava-se.
Com um só objetivo em mente, vencer, Rui Ribeiro conquistava a liderança para nunca mais a perder, apenas a 3 voltas do final. O piloto do Ford Escort, superava assim a dupla familiar de Paulo e Bruno Lima, segundos entre os H81-2000 e Rui Azevedo. Azevedo que perdera a liderança da classificação após a paragem obrigatória.
A dupla Maia/Serras seguia-se com João Mira Gomes e Nuno Afoito no quinto posto seguidos de Rui Silva Carvalho em Porsche 924 e Paulo Vieira a completar as contas da Categoria.
Nos H81-1600, mãe e filho celebraram a vitória da categoria, logo no Dia Internacional da Mãe. Madalena Gaspar e Fernando Mayer Gaspar levaram o VW Golf GTi ao lugar mais alto do pódio na frente de Manuel Cabral Menezes e Manuel Mello Breyner. Com a dupla dos irmãos Carlos e Nuno Matos a completar a classificação.
Entre os H81- Max, o Ford Capri 3000 dos “manos” Fresco conquistava a primeira vitória do presente ano com Miguel Sardo e Diogo Cavaco a subirem ao lugar intermédio do pódio ao volante de um Porsche 924. António Veiga Lopes levou o seu Ford Escort RS2000 MKI ao triunfo da H75-2000, terminando a corrida na frente da dupla na categoria “convidado” Rui Moura e António Duarte em VW Golf MKI.
Nos Production Cup, o primeiro triunfo de 2023 sorria à dupla de Pedro Gordo e Rúben Ferreira. Gordo / Ferreira superava os experientes Manuel Matos e Luís Santa Barbara e o regressado Francisco Marrão no conhecido Datsun 1200 “Vaca Louca”. A dupla Félix Ribeiro/ Correia eram quartos com Ricardo Marcelino a completar o TOP 5 dos Production Cup. Jorge Rodrigues, Ventura/Cunha, Alberto Xavier, a dupla familiar de pai e filho Sampaio recebiam a bandeirada de xadrez pela ordem descrita acima.
No Troféu Mini a vitória ao fim de 40 árduos minutos era entregue à dupla Paradela/Pereira, com António Gago a ser segundo e o regressado João Silva a completar o pódio. A dupla composta pelo conhecido Nuno Dias e o estreante oriundo do karting Rodrigo Silva via a bandeira de xadrez na quarta colocação e Tomás Pinto Abreu, que sofrera contratempos mecânicos logo na largada da corrida, completava a classificação.
Corrida 2
Com o Group 1 e o Troféu Mini a terem a honra de completaram o programa desportivo de luxo do Algarve Welcome Spring, os 28 carro ainda capazes de alinhar, perfilaram-se na grelha de partida com os seus pilotos e equipas técnicas ansiosos pela bandeira verde.
Rui Ribeiro era quem saía da primeira posição após ter vencido a primeira corrida, com Paulo Viera a seu lado, o vencedor de 2022 estava com boas expetativas para este segundo embate com o traçado algarvio. Rui Azevedo era terceiro e a dupla António Maia e José Mestre Serras quartos.
Com a ordem da direção de corrida, os 28 carros aceleraram em direção à primeira curva e sem incidentes de notar todos conseguiram passar. Com algumas trocas de posição pelo miolo do pelotão. No entanto um contacto entre Paulo Vieira, que não conseguiu abrandar o seu Ford Escort RS2000 e Rui Azevedo veio chamar pela segunda vez o carro de segurança neste fim de semana de estreia do Group 1 Portugal em 2023. Se na primeira corrida, o Safety Car neutralizou a corrida por 5 voltas, desta vez foram necessárias 6 voltas para que o público presente pudesse ouvir os motores a rugirem com as rotações a aumentar. Com este período de neutralização o período de paragens obrigatórias era adiado e quando o safety car saiu de cena, com ele, muitas equipas aproveitaram para cumprir o seu handicap imposto por regulamento.
Com o baralhar das classificações e o espalhar dos, agora, 27 carros (a dupla Ventura / Cunha era excluída da corrida por ter necessitado de ajuda mecânica para retomar à corrida após uma breve passagem pela gravilha) só com o cair da bandeira de xadrez é que as contas, “bateram certo”.
Rui Ribeiro triunfava pela segunda vez no fim de semana e concluía assim um fim de semana de sonho. Ribeiro era acompanhado por António Maia / José Mestre Serra no segundo Lugar e João Mira Gomes / Nuno Afoito no terceiro posto. A dupla de Paulo e Bruno Lima eram quartos com Rui Silva Carvalho no seu Porsche a ser 5º, Paulo Vieira que cumprira um” Drive Through” concluía o fim de semana no sexto posto.
Nos H81-1600, Manuel Cabral Menezes e Manuel Mello Breyner triunfavam na frente Carlos e Nuno Matos em carro idêntico, VW Golf GTi e Madalena Gaspar/ Fernando Mayer Gaspar a concluírem o pódio.
Miguel Sardo/ Diogo Cavaco venciam e convenciam na H81-MAX na frente dos “manos” António e José Fresco no seu Ford Capri 3000. Veiga Lopes conquistava, uma vez mais, os louros na H75-2000.
Nos Production Cup, uma vez mais, à semelhança da primeira corrida, a dupla de Pedro Gordo e Rúben Ferreira garantiam a vitória. Estes foram seguidos por Francisco Marrão e Manuel Matos/Luís Santa Bárbara. Com os lugares do pódio completos, Ricardo Marcelino, Félix Ribeiro/Correia e Jorge Rodrigues concluíam a passagem pelo circuito algarvio pela ordem descrita acima.
No Mighty Mini, a dupla de Nuno Dias e Rodrigo Silva subia ao lugar mais desejado do pódio com a companhia de João Silva e José Paradela / Rafael Pereira. Tomás Pinto Abreu terminava na quarta posição na frente de António Gago.
O Group 1 Portugal e Troféu Mini regressam nos próximos dias 22 e 23 de Julho no circuito do Estoril.
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Inicio de temporada emocionante no Campeonato de Portugal de Velocidade
- Elias Niskanen lutam, mas vencem ambas as corridas
- Daniel Teixeira e Alvaro Fontes/Miguel Gomez dividem nos Turismos
- João Vieira e dupla do Aston Martin destacam-se nos GTC
Corrida 1 - Nuno Pires e Elias Niskanen
abrem temporada a ganhar
Nuno Pires e Elias Niskanen, em Mercedes-AMG GT4, triunfaram na primeira corrida da temporada do Campeonato de Portugal de Velocidade e do ibérico Supercars Endurance, que se realizou hoje no Autódromo Internacional do Algarve, ao passo que Daniel Teixeira, Cupra TCR, venceu entre os Turismos e João Vieira, Porsche 911 Cup, nos GTC.
A prova começou com problemas o duo formado por José Carlos Pires e Francisco Abreu, no BMW M4 GT4 da Speedy Motorsport, uma vez que não foram para a pré-grelha antes do semáforo do ‘pit-lane’ passar a vermelho, o que os obrigou a arrancar da via das boxes.
Porém, a prova iniciou-se com o Safety-Car em pista, dado que Bruno Pires, no Ginetta G55 GT4 da Tockwith Motorsports, parou em pista na volta de aquecimento com problemas de transmissão.
Assim que as bandeiras verdes foram mostradas, José Carlos Pires começou a recuperar posições, ao passo que na frente, Nuno Pires, no Mercedes-AMG GT4 da Lema Racing, liderava, mas acossado pelo Audi R8 LMS GT4 da Veloso Motorsport pilotado por Jorge Rodrigues, acabando este por chegar ao comando.
No entanto, o Safety-Car voltaria à pista quando estavam decorridos doze minutos de prova, coincidindo com a abertura da via das boxes para a troca de pneus, o que acabou por ser um momento estratégico que foi decisivo para o desfecho da classificação.
José Carlos Pires e Jorge Rodrigues rumaram imediatamente à via das boxes, enquanto Nuno Pires e os Mercedes-AMG GT4 da NM Racing Team e da Racar se mantiveram em pista, trocando de pilotos já com corrida em bandeira verde.
Estes últimos perderam muito tempo, ficando afastados da luta pela primeira posição, que ficou nas mãos de Francisco Abreu (BMW M4 GT4 da Speedy Motorsport) e de Patrick Cunha (Audi R8 LMS GT4 da Veloso Motorsport).
O piloto da madeira acabaria por ultrapassar o seu adversário de Braga, caminhando com segurança para a linha de meta, seguido do Audi da Veloso Motorsport, que venceu na GT4 Bronze, ao passo que Elias Niskanen, depois do atraso devido à paragem fora da situação de Safety-Car, com um ritmo forte, conseguiu recuperar até terceiro.
No final, José Carlos Pires apontava “que tinha sido uma corrida difícil e de trás para a frente, mas conseguimos”, ao passo que Francisco Abreu sublinhava que “temos de melhorar o carro, uma vez que em ritmo de corrida ainda não somos tão consistentes como os Mercedes-AMG”.
No entanto, após a prova, os pilotos do BMW M4 GT4 e do Audi R8 LMS GT4 seriam penalizados com trinta e nove segundos, por terem cometido uma irregularidade no procedimento de Safety-Car, o que promoveu o Mercedes-AMG GT4 da Lema Racing ao primeiro posto, tendo Nuno Pires e Elias Niskanen acabado por triunfar, seguidos de José Carlos Pires/Francisco Abreu e Jorge Rodrigues/Patrick Cunha.
No sexto lugar da geral, João Vieira, em Porsche 911 Cup da Garagem Aurora, foi o vencedor da GTC e da divisão Cup, sendo precedido, por esta ordem, pelo BMW M4 GT4 da Batina Racing (Sérgio Azevedo/Orlando Batina) e pelo McLaren 570S GT da McLaren Barcelona – SMC Racing (Andrius Zemaitis/Alejandro Geppert).
Álvaro Ramos e Fernando Soares impuseram-se entre os GTX aos comandos do belíssimo Aston Martin Vantage AMR GT4, com o décimo primeiro posto, muito próximos de Alfonso Colomina (McLaren 570S GT4), que foi décimo atrás dos seus adversários da GT4 Bronze, Calheiros/Macedo e Alberto de Martín/Nil Montserrat, estas duas equipas em Mercedes-AMG GT4.
Entre os Turismos verificou-se uma luta muito interessante entre o BMW M2 CS Racing pilotado por Alvaro Fontes e o Cupra TCR de Daniel Teixeira, que perdeu o comando no arranque.
No entanto, o português da JT59 Racing Team, que se debateu na corrida toda com problemas de caixa de velocidades, conseguiu suplantar os homens da Escuderia Faraón, devido a uma passagem pelas boxes com penalização por parte destes (não cumpriu o tempo mínimo de paragem), vencendo, apesar de alguns problemas técnicos no seu carro, os Turismos. Nas posições seguintes da categoria ficaram os seus rivais e Borja Hormigos/Héctor Hernández, no BMW M240i Racing da Autoworks Motorsport.
“Foi uma corrida com uma grande luta com o Alvaro (Fontes), sempre limpa. Acabei por beneficiar dos problemas deles, dado que estava também com dificuldades técnicas no meu carro”, apontou o vencedor dos TCR.
Entre os ‘jovens lobos’ do FPAK Junior Team, Henrique Cruz sentiu-se indisposto e não pôde participar na corrida, o que deixou Lourenço Monteiro sozinho aos comandos do Ginetta G40 nº103, acabando por vencer esta luta particular, batendo por três segundos Mariana Machado/Duarte Pinto Coelho e por nove a dupla Duarte Camelo/Gabriel Caçoilo.
CORRIDA 2 - Elias Niskanen e Nuno Pires repetem vitória
Nuno Pires e Elias Niskanen (Mercedes-AMG GT4) venceram a segunda corrida do Campeonato de Portugal de Velocidade e do ibérico Supercars Endurance do evento do Algarve Welcome Sprint, que abriu a temporada, ao passo que Miguel Gomez e Alvaro Fontes (BMW M2 CS Racing) triunfaram entre os Turismos e Álvaro Ramos e Fernando Soares (Aston Martin Vantage AMR GT4) se impuseram nos GTC.
A corrida começou, uma vez mais, de forma dramática para a equipa do BMW M4 GT4 da Speedy Motorsport, que arrancava da pole-position, uma vez que na primeira curva, verificou-se um contacto entre Francisco Abreu e o Mercedes-AMG GT4 de Nil Montserrat, deixando o carro de Munique parado na pista a ‘olhar’ para o sentido errado, o que o atirou para a última posição.
Elias Niskanen, que partiu de segundo, assumiu o comando com o piloto do Mercedes-AMG GT4 da NM Racing Team no seu encalço, passando os dois a imprimir um andamento fortíssimo que os levou a distanciar-se do resto do pelotão.
O Campeão em título nunca conseguiu ter uma vantagem superior a três segundos, e foi assim que ambos entraram para as boxes, para a troca de pilotos, mas com a desvantagem da parte do Mercedes-AMG GT4 da Lema Racing, uma vez que, depois do triunfo na primeira corrida, tinha um handicap de dez segundos.
De facto, o carro da NM Racing Team, já com Alberto de Martín, saiu do ‘pit-lane’ no comando, mas durante a sua volta de saída, perderia um lugar para Manuel Gião, em Mercedes-AMG GT4 da Racar, e na aceleração da recta de meta submeter-se-ia ao carro de Estugarda da Lema Racing, que estava já nas mãos de Nuno Pires e que ascenderia a segundo.
O Campeão em título da GT4 Pro – o ano passado fez equipa com Elias Niskanen – parecia caminhar para a sua primeira vitória da temporada juntamente com Carlos Vieira, o seu colega de equipa, mas já perto do final da prova receberia uma penalização por não ter cumprido o tempo de paragem nas boxes, o que atirou para a décima posição final.
Nuno Pires ascendia assim ao comando, garantindo a segunda vitória do dia para si e para Elias Niskanen, cortando a linha de meta na frente de Alberto de Martín e Nil Montserrat no Mercedes-AMG GT4 da NM Racing Team.
“Foi um bom início de temporada com duas vitórias, só nos faltou os pontos das pole-positions, mas apanhámos muito tráfego”, afirmou Elias Niskanen, ao passo que o seu colega de equipa Nuno Pires sublinhava “começámos a trabalhar todos juntos, eu, o Elias e a Lema Racing, há um mês e meio e temos ainda margem de progressão. Vamos trabalhar para estarmos ainda mais fortes em Jarama”.
No entanto, após a corrida, Nil Montserrat e Alberto de Martín foram penalizados pelo incidente no início da prova, perdendo o segundo lugar da geral e a vitória na GT4 Bronze, que foi herdada por Patrick Cunha e Jorge Rodrigues, no Audi R8 LMS GT4 da Veloso Motorsport. Nas posições seguintes ficaram Francisco Carvalho/Nuno Baptista (McLaren 570S GT4 da Araújo Competição) e Bruno Pires/Fábio Mota (Ginetta G55 GT4 da Tockwith Motorsport).
Depois de ter lutado pelo triunfo entre os concorrentes dos Turismos na primeira corrida com Daniel Teixeira, que não pôde participar na prova da tarde devido a problemas de caixa de velocidades, Alvaro Fontes e Miguel Gomes, em BMW M2 CS Racing, conquistaram o primeiro posto da categoria ao bater o BMW M240i Racing da Autoworks Motorsport (Borja Hormigos/Héctor Hernández), o vencedor dos TC, e o Cupra TCR de Manuel Sousa e Luís Silva, e o vencedor dos TCR.
Álvaro Fontes destacou “a qualidade do campeonato, que tem muitos carros e com um nível elevado e ritmos muito semelhantes, o que permite muitas lutas. Diverti-me muito e esta vitória é fantástica até porque Miguel esteve muito bem”.
Não muito distante do BMW da Escuderia Faraón ficaram os vencedores da GTC, Álvaro Ramos e Fernando Soares, que voltaram a impor-se na divisão GTX aos comandos do vistoso Aston Martin Vantage AMR GT4 ao bater João Vieira (Porsche 911 Cup da Garagem Aurora), o vencedor da categoria no primeiro confronto da jornada e que conquistou a divisão Cup.
“Correu muito bem a corrida”, disse Álvaro Ramos, acrescentando Fernando Soares “foi um fim-de-semana quase perfeito, com duas vitórias na nossa divisão”.
Na terceira posição da GTC ficou o Ginetta G50 da Tockwith Motorsport de Tomás Pinto Abreu e Simon Moore, que celebrava o seu aniversário este fim-de-semana.
Duarte Camelo e Gabriel Caçoilo foram os melhores dos Ginetta G40 da FPAK Junior Team, continuando a ganhar experiência no mundo das corridas de automóveis.
A próxima etapa do Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars Endurance terá lugar no Circuito de Jarama nos dias 10 e 11 de Junho.
CORRIDA 1 - CLASSIFICAÇÃO
01 Lema Racing Mercedes-AMG GT4 Nuno Pires / Elias Niskanen GT4 Pro 21 voltas em 46m39,735s
02 Speedy Motorsport BMW M4 GT4 (G82) José Carlos Pires / Francisco Abreu GT4 Pro a 4,465s
03 Veloso Motosport Audi R9 LMS GT4 Patrick Cunha / Jorge Rodrigues GT4 Bronze a 21,926s
04 Batina Racing BMW M4 GT4 (F82) Sérgio Azevedo / Orlando Batina GT4 Pro a 30,111s
05 McLaren Barcelona – SMS Motorsport McLaren 570s GT4 Andrius Zemaitis /Alejandro Geppert GT4 Pro a 41,548s
06 Garagem Aurora Porsche 911 Cup João Vieira Cup a 1m00,176s
07 NM Racing Team Mercedes-AMG GT4 Guillermo Aso / Gilles Vannelet GT4 Pro a 1m09,635s
08 Lema Racing Mercedes-AMG GT4 Luís Calheiros / Paulo Macedo GT4 Bronze a 1 volta
09 NM Racing Team Mercedes-AMG GT4 Alberto de Martín / Nil Montserrat GT4 Bronze a 1 volta
10 McLaren Barcelona – SMS Motorsport McLaren 570s GT4 Alfonso Colomina GT4 Bronze a 1 volta
11 Araújo Competição Aston Martin Vantage AMR GT4 Álvaro Ramos / Fernando Soares GTX a 1 volta
12 Tockwith Motorsports Porsche 911 Cup Marcus Fothergill / Dave Bennet a 1 volta
13 JT59 Racing Team Cupra TCR Daniel Teixeira TCR a 1 volta
14 Escuderia Faraón BMW M2 CS Racing Alvaro Fontes / Miguel Gomez M2 a 1 volta
15 Racar Mercedes-AMG GT4 Manuel Gião / Carlos Vieira a 1 volta
16 Tockwith Motorsports Ginetta G50 Tomás Pinto Abreu / Simon Moore GTX a 1 volta
17 Autoworks Motorsport BMW M240i Racing Borja Hormigos / Héctor Hernández TC a 1 volta
18 Araújo Competição McLaren 570s Trophy Manuel Vistas / Rúben Vaquinhas GTX a 1 voltas
19 Grupo TDS Cupra TCR Manuel Sousa / Luís Silva TCR a 1 volta
20 Tockwith Motorsports Ginetta G50 Steve Kirton / Jonathan Elsworth GTX a 1 volta
21 FPAK Junior Team Ginetta G40 Henrique Cruz / Lourenço Monteiro TC a 2 voltas
22 FPAK Junior Team Ginetta G40 Mariana Machado / Duarte Pinto Coelho TC a 2 voltas
23 FPAK Junior Team Ginetta G40 Duarte Camelo / Gabriel Caçoilo TC a 2 voltas
24 PDAuto Audi RS3 LMS TCR Paulo Silva TCR 2m11,088s a 2 voltas
25 Speedy Motorsport Porsche Cayman GT4 Clubsport (981) André Nabais / Miguel Nabais GTX a 8 voltas
26 Tockwith Motorsports Ginetta G55 GT4 Bruno Pires / Fábio Mota GT4 Pro a 10 voltas
27 Monteiros Competição Porsche 911 Cup Rui Mirita a 15 voltas
28 Araújo Competição McLaren 570s GT4 Francisco Carvalho / Nuno Batista GT4 Bronze a 20 voltas
CORRIDA 2 - CLASSIFICAÇÃO PROVISÓRIA
01 Lema Racing Mercedes-AMG GT4 Nuno Pires / Elias Niskanen GT4 Pro 21 voltas em 45m28,647s
02 NM Racing Team Mercedes-AMG GT4 Alberto de Martín / Nil Montserrat GT4 Bronze a 3,599s
03 Veloso Motosport Audi R9 LMS GT4 Patrick Cunha / Jorge Rodrigues GT4 Bronze 15,790s
04 Araújo Competição McLaren 570s GT4 Francisco Carvalho / Nuno Batista GT4 Bronze a 15,992s
05 Tockwith Motorsports Ginetta G55 GT4 Bruno Pires / Fábio Mota GT4 Pro a 19,787s
06 McLaren Barcelona – SMS Motorsport McLaren 570s GT4 Andrius Zemaitis /Alejandro Geppert GT4 Pro 22,800s
07 Lema Racing Mercedes-AMG GT4 Luís Calheiros / Paulo Macedo GT4 Bronze a 25,263s
08 Batina Racing BMW M4 GT4 (F82) Sérgio Azevedo / Orlando Batina GT4 Pro 29,477s
09 McLaren Barcelona – SMS Motorsport McLaren 570s GT4 Alfonso Colomina GT4 Bronze a 58,289s
10 Racar Mercedes-AMG GT4 Manuel Gião / Carlos Vieira a 1m03,873s
11 Speedy Motorsport BMW M4 GT4 (G82) José Carlos Pires / Francisco Abreu GT4 Pro a 1m07,463s
12 NM Racing Team Mercedes-AMG GT4 Guillermo Aso / Gilles Vannelet GT4 Pro 2m14,304s
13 Escuderia Faraón BMW M2 CS Racing Alvaro Fontes / Miguel Gomez M2 a 1 volta
14 Araújo Competição Aston Martin Vantage AMR GT4 Álvaro Ramos / Fernando Soares GTX a 1 volta
15 Garagem Aurora Porsche 911 Cup João Vieira Cup a 1 volta
16 Tockwith Motorsports Ginetta G50 Tomás Pinto Abreu / Simon Moore GTX a 1 volta
17 Autoworks Motorsport BMW M240i Racing Borja Hormigos / Héctor Hernández TC a 1 volta
18 Tockwith Motorsports Ginetta G50 Steve Kirton / Jonathan Elsworth GTX a 1 volta
19 Tockwith Motorsports Porsche 911 Cup Marcus Fothergill / Dave Bennet a 1 volta
20 Speedy Motorsport Porsche Cayman GT4 Clubsport (981) André Nabais / Miguel Nabais GTX a 2 voltas
21 Araújo Competição McLaren 570s Trophy Manuel Vistas / Rúben Vaquinhas GTX a 2 voltas
22 Grupo TDS Cupra TCR Manuel Sousa / Luís Silva TCR a 2 voltas
23 FPAK Junior Team Ginetta G40 Duarte Camelo / Gabriel Caçoilo TC a 2 voltas
24 Monteiros Competição Porsche 911 Cup Rui Mirita a 8voltas
25 PDAuto Audi RS3 LMS TCR Paulo Silva TCR a 15 voltas
26 FPAK Junior Team Ginetta G40 Mariana Machado / Duarte Pinto Coelho TC a 20 voltas
Tiago Reis vence Baja TT Norte de Portugal e reforça liderança do Campeonato Portugal Todo-o-Terreno AM48
A Baja TT Norte de Portugal foi pródiga em trocas na liderança, muita luta pela vitória e muita união e desportivismo. O Campeão Nacional 2021, Tiago Reis, navegado por Valter Cardoso, dominou o derradeiro dia de competição, triunfou nos dois setores seletivos de 81,35km e 76,78km, respetivamente, e reforçou a liderança do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM48.
“A prova, de modo geral, correu bastante bem. Ontem entrámos um bocadinho cautelosos por causa das pedras e não queríamos furar. Hoje entramos ao ataque no primeiro setor seletivo e correu-nos bastante bem. Ficámos com uma margem suficiente para conseguir vencer a prova e nestes 40 km finais, acabámos por meter uma toada que nos fizesse não cometer erros e evitar furos, porque o objetivo era vencer a prova, não estava preocupado em vencer este último setor. Mesmo assim conseguimos ganhar o setor por isso fico muito contente e satisfeito porque estes pontos são importantes para o campeonato, e o nosso objetivo era angariar os maior número de pontos possíveis e pensar na liderança do CPTT”, explicou Tiago Reis.
A corrida ficou marcada por uma situação caricata que acabou por prejudicar a dupla João Ramos e Pedro Ré, mas que, em abono da verdade desportiva, foi decidida da forma mais apropriada pelo clube organizador da Baja TT Norte de Portugal, o CAMI. O piloto do Porto, terminou o Setor Seletivo 1 na frente da corrida, depois de lhe ter sido atribuído um tempo, fruto da paragem que fez durante o percurso para ajudar o Campeão Nacional de Todo-o-Terreno, João Ferreira. Porém, devido a um problema no equipamento de aferição dos tempos, o setor acabou por ser encurtado, e Ramos acabou por não vencer o Setor Seletivo. João Dias e Tiago Reis foram os principais beneficiados e hoje, foi o piloto de Fradelos que acabou por levar a melhor à Geral na prova. João Dias, navegado por João Miranda, acabou na segunda posição (vencendo a classe T3) e Ramos fechou o pódio.
Na categoria T2, Fernando Barreiros e Paulo Torres confirmaram o favoritismo, triunfando categoricamente. Na classe T8, Nuno Matos e Ricardo Claro levaram a melhor, enquanto que em T4, Rui Farinha e Rui Pita voltaram a vencer no CPTT AM48.
O Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM48 prossegue no último fim-de-semana de Maio, com a realização da Baja TT Loulé, quarta ronda da competição.
Manuel Fernandes Jr. (Ceed Gt) e Rafael Antunes (Picanto GT) dominam a seu belo prazer
A primeira corrida da temporada levanta sempre curiosidade quanto ao alinhamento dos lugares cimeiros, e as corridas do Carbon Neutral Cup não foram excepção. Manuel Fernandes Jr., nos KIA Ceed GT vinha apontado como o grande favorito e não se fez de rogado. Nos treinos cronometrados foi primeiro com grande autoridade e na corrida voltou a impor a sua lei, dominando de fio a pavio, “acabei por ter uma corrida perfeitamente tranquila”. Pompeu Simões confirmou a prestação dos treinos cronometrados, ao ser segundo na corrida, não obstante alguns contratempos na caixa de velocidade o terem impedido de ir mais além. Corrida sem problemas de maior para André Regueiro que fechou o lote dos pilotos que foram ao pódio. O quarto lugar foi para Manuel Moura Teixeira.
Nos pequenos Picanto GT, a falta de gasolina tinha impedido Rafael Antunes ter acabado a temporada de 2021 a vencer, mas desta feita nenhum contratempo lhe tirou a primeira vitória da carreira, isto depois de ter dominado os treinos cronometrados. José João Oliveira subiu ao lugar intermédio do pódio, depois de já ter sido segundo nos primeiros treinos de qualificação, enquanto o lugar mais baixo foi para Cláudio Oliveira (segundo na segunda sessão de treinos de qualificação) que se esforçou para importunar o segundo classificado, mas o melhor que almejou foi o terceiro posto. Joel Reis foi quarto, seguido de Pedro Ramos, Guilherme Lemos e Samuel Teixeira.
Diogo Tavares e J.J. Magalhães são os primeiros vencedores de 2023!
Esgotam-se as palavras, são parcos os adjectivos para descrever o que se passa em pista nestas “loucas” corridas dos 420R. Quase quatro dezenas de pilotos digladiaramse por um lugar, mas sempre dentro de grande correção e respeito mútuo. É bonito de se ver, mas ao mesmo tempo arrepiante e inebriante de se presenciar.
Na primeira corrida, na lotaria da última volta, e depois de Gonçalo Lobo do Vale, Lourenço Monteiro, Bernardo Bello e Tomás Guedes terem passado pela liderança, acabou por ser Diogo Tavares a triunfar na primeira corrida da temporada. Este último foi o piloto que mais tempo esteve no topo da classificação, o que acabou por justificar a vitória, “estavam todos muito rápidos, eu cheguei mesmo a passar pelo quinto lugar, mas depois soube tirar proveito dos cones de ar e daí ter vencido”. Depois de um 12º lugar nos treinos cronometrados, David Saraiva encheu-se de brio e paulatinamente foi galgando na classificação até acabar no segundo posto, “ainda cheguei a estar em primeiro na última volta. Mas foi muito bom”. Tomás Guedes fechou o leque dos pilotos que subiram ao pódio. Seguiram-se depois Gonçalo Lobo do Vale, Bernardo Bello e Alex Areia, pilotos que ficaram a menos de 1 segundo do vencedor.
Nos 420R Gentleman, Guilherme Dal Maso não teve tanto trabalho em pista e sem problema de maior venceu na classe. Bruno Kdunsen foi o segundo classificado, tendo levado a melhor sobre Ricardo Pedrosa, José Mil Homens e Bruno Martins.
Como não podia deixar de ser, na segunda corrida a luta pelo primeiro lugar da 420R Pro voltou a ser imprópria para cardíacos, como nos descreve no final J.J. Magalhães, “adrenalina tira me a memória, quase não me lembro do que se passou em pista, só sei que fui o primeiro a ver a bandeiras de xadrez”, dizia-nos no veterano e carismático piloto, que prosseguia com a sua falta de memória, fruto da emoção em pista, “nem me lembro de qual o número de vitórias que já tenho nestas incríveis corridas” . Ao contrário, Gonçalo Lobo do Vale lembra-se bem do que aconteceu na pista, “ia em primeiro na última curva. Mas o J.J. Magalhães conseguiu ultrapassar-me. São assim as corridas, mas ainda assim fiquei muito contente com o segundo lugar”. Feliz, por ter sido o único que repetiu o pódio nas duas corridas, Tomás Guedes voltou a ser terceiro, sem todavia acrescentar “que contei mal as voltas e acabei em terceiro por minha culpa”. André Correia foi o quarto, seguido de Bernardo Bello e Alex Areia, pilotos que chegaram a passar pela liderança da corrida.
Nos 420R Gentleman a surpresa veio mesmo ao cair do pano. Um contratempo com uma passagem de caixa tirou uma anunciada vitória a Guilherme Del Maso, que teve que se contentar com o segundo lugar na segunda corrida, enquanto Bruno Knunsen voltava a ter uma boa prestação e ascendia ao primeiro lugar final da segunda corrida. O pódio ficou completo com José Mil Homens. Uma palavra de apreço também para Ricardo Pedro, Luís Lisboa e José Kol Almeida que terminaram por esta ordem. “Duas corridas impróprias para cardíacos! Ao fim de 15 anos de Super Seven by Toyo Tires achávamos que já estaríamos habituados mas a verdade é que este fabulso plantel me surpreende fim de semana após fim de semana. São sem dúvida as melhores corridas do planeta!” Acrescentou Tiago Raposo de Magalhães, CEM da CRM Motorsport.
Nuno Quintanilha e Luka Tavares marcam a estreia dos Legends Cars em Portugal
Em estreia absoluta em Portugal os Legends foram uma das atrações do CRM Racing Series, com os lindíssimos carros americanos a suscitar muita curiosidade e fotografias do paddock da pista algarvia. Para a história vai ficar Nuno Quintanilha como o primeiro piloto a triunfar com os Legends no nosso país, “adorei o carro. Muito giro de conduzir, e como depois da confusão inicial consegui ficar na frente sozinho, tudo ficou mais facilitado”, afirmava o piloto de Felgueiras no final. Bernardo Gonzalez subiu ao segundo lugar do pódio, “mas tive que fazer algumas adaptações à minha condução. Com mais calma isto vai lá”, acrescentou o piloto/jornalista. Sebastião Brion fechava o leque dos pilotos que subiram ao pódio. Seguiram-se Tiago Loureiro, Tiago Madeira e Ricardo Filipe.
Com contratempos na primeira corrida, na segunda corrida Luka Tavares encheu-se de brio e foi o brilhante vencedor, “há muito que perseguia um resultado destes. Há alturas que parece que duvidamos das nossas capacidades, por isso este triunfo é muito importante para mim”, acrescentou o piloto. Nuno Quintanilha desta feita não foi tão feliz e ao ver-se bastante cedo isolado no segundo posto já não conseguiu ir mais além. O último lugar do pódio foi para Bernardo Gonzales, seguido de Tiago Loureiro, Joel Reis e Ricardo Filipe.
Para Tiago Raposo Magalhães, CEO da CRM Motorsport : “Foi muito bom ver o nosso novo projeto dar-se tão bem logo na sua estreia. São carros muito divertidos de conduzir e de ver! A todos os pilotos o meu obrigado por acreditarem nesta competição tão recém nascida! Amanhã teremos a derradeira corrida que estou certo que será uma réplica das duas provas de hoje”
Diogo Tavares bisa em Portimão numa recuperação titânica!
Depois da “loucura” que foram as duas corridas dos 420R de ontem, hoje pedia-se mais um hino ao desporto motorizado. E a coisa até estava a prometer uns eletrizantes minutos finais, mas eis que o safety car entra em pista quando faltam sete minutos para o términus da corrida. Muitas vozes se voltaram a levantar para o excesso de zelo das atuais direções de corrida, que à mínima coisa colocam o safety car em pista e durante muito tempo, privando pilotos e público de fazerem e presenciarem aquilo que mais gostam.
Tamanha competitividade em pista, com um pelotão que 4 dezenas de Caterham, não deixou indiferente Tiago Raposo Magalhães, o responsável máximo da CRM Motorsport. “Conseguimos bater o recorde de pilotos em pista com estes 420R. As corridas têm sido incríveis, tanta tem sido a competitividade. Não existe nada assim no desporto automóvel, só nas motas é que é possível assistir-se a tantas ultrapassagens. Temos a sorte de estar a contribuir para um projecto destes, que tantas alegrias e satisfação tem dado a pilotos e a todos quanto gostam do desporto motorizado”.
Até ao safety car, tal como se esperava, uma boa dezena de pilotos lutou pela vitória, tendo a corrida começado com Nuno Afonso na liderança, mas rapidamente foi desalojado por David Saraiva, seguindo-se ainda Lourenço Monteiro, Gonçalo Lobo do Vale e Tomás Guedes. Eis que, vindo do 32º lugar, Diogo Tavares chegou ao topo da classificação: “Foi sempre muito rápido, mas com cuidado para não bater em ninguém, ultrapassando na altura certa”, dizia Diogo Tavares no final, sem esconder que “tive a sorte de a corrida ter acabado mais cedo, mas as corridas são mesmo assim”. Pelo mesmo diapasão alinhou Luís Afonso, que esteve sempre no topo do pelotão, mas não deixou de afirmar que “a corrida ter acabado mais cedo acabou por ser a minha sorte. Veja-se que cheguei a ser primeiro, e até sexto, e terminar em segundo foi claramente um bom resultado”. O pódio ficou completo com o jovem Alex Areia, seguido de Tomás Guedes que se lamentava do safety car, “estava-me a preparar para nos últimos minutos atacar forte o primeiro lugar, mas o safety car tirou-me essa possibilidade. Na tabela classificativa seguiram-se, Bernardo Bello, Sérgio Saraiva, Gonçalo Lobo Vale e J.J. Magalhães.
Na luta pelo topo da classificação nos 420R Gentleman, com Bruno Knundsen que voltou a vencer na classe: “Quando me apercebi que tinha alguma vantagem sobre o segundo classificado, procurei fugir dos contactos e começar a pensar em pontuar para o campeonato, o que pelos visto deu resultado”, referiu o piloto de Cascais. Discurso algo diferente tinha o sempre simpático Luís Lisboa, “fartei-me de me divertir com o Miguel Lobo, José Kol Almeida e Ricardo Pedrosa em pista, tantas foram as ultrapassagens que tivemos”, que foi o segundo da classe. O pódio ficou completo com Ricardo Pedrosa, seguindo-se José Mil Homens, Paulo Costa, Daniel Azevedo e Piero Del Maso.
